Compensação da pegada de carbono da sua visita
A Parques de Sintra — Monte da Lua, S.A. (PSML) gere um conjunto de monumentos e áreas florestais classificadas como Património Mundial pela UNESCO desde 1995.
Em 2024-2025 a PSML registou cerca de 3 milhões de visitantes/ano, com perfil dominantemente internacional (≈75%). No âmbito do seu compromisso com a sustentabilidade ambiental e com a gestão ativa do património florestal sob a sua responsabilidade (cerca de 946 hectares em 9 perímetros florestais e tapadas), a PSML desenvolveu um mecanismo de cálculo de pegada de carbono e compensação de emissões associado à bilhética dos seus Monumentos.
Foi desenhada uma calculadora para permitir aos turistas que nos visitam perceber quais as emissões de Gases com Efeito de Estufa associados à sua visita, procedimento realizado com um pequeno simulador, e dessa forma avaliar se pretendem contribuir voluntariamente para o programa de gestão e restauro florestal, num valor proporcional à pegada estimada da sua deslocação.
A contribuição apresentada ao visitante não constitui um crédito de carbono certificado e a sua receção pelo visitante não é elegível para reporte regulatório (CSRD, CDP, GRI). A floresta da PSML não é um projeto registado nos standards voluntários de mercado (Verra VCS, Plan Vivo, Gold Standard, ART/TREES).
A contribuição é tecnicamente uma doação voluntária ao programa de gestão florestal da PSML, calibrada por critérios de proporcionalidade ambiental (pegada do visitante) e comercial (valor do bilhete).
A calculadora assume-se como ferramenta de suporte para a compensação de parte das emissões irredutíveis da PSML. Não pretende substituir esforços primários de redução de emissões nem oferecer solução completa de neutralidade carbónica. Opera como instrumento complementar que permite ao visitante contribuir voluntariamente para essa parcela residual.
Essa contribuição será alocada integralmente a projetos de restauro ecológico das propriedades da Parques de Sintra, fomentando ações que contribuem para o aumento do sequestro de carbono das propriedades da Parques de Sintra.
Cada contribuição terá uma identificação clara e serão contabilizadas todas as contribuições até ao limite do aumento de sequestro expectável com este processo.
No sentido de fundamentar e dimensionar este projeto, foi igualmente elaborado o cálculo do sequestro de carbono que as áreas sob gestão da PARQUES DE SINTRA armazenam, assim como o cálculo dos aumentos de sequestro anual previstos até 2035.
Dessa forma é possível garantir total integridade e transparência na alocação dos recursos que resultam da contribuição voluntária.
Essas contribuições serão alocadas a projetos específicos a realizar na Tapada do Saldanha e Tapada de D. Fernando, garantindo a sua rastreabilidade e disponibilizado atualização regular através da página específica do projeto.